domingo, 25 de agosto de 2019

Para além de uma oposição parlamentar e parcial

Opinião
Por Marcilio Duarte, aprendiz de uma antropologia do reequilíbrio.

Manifestações contra a destruição da Amazônia

Pelas inúmeras manifestações espontâneas contra Bolsonaro, existe uma clara tendência ao enfrentamento de massas contra o seu governo no sentido de sua derrubada. Sem contar, e talvez seja isso o mais importante, a enorme adesão à palavra de ordem “Fora Bolsonaro” nas manifestações dos movimentos sociais e populares que aconteceram recentemente.
Contra alguns movimentos populares, as massas questionam a política das direções que se recusam a defender a queda do governo Bolsonaro. Diante do cenário favorável, a maior parte da esquerda pequeno-burguesa adota uma política ao mesmo tempo parlamentar e parcial. É uma mistura de dois erros graves. Parlamentar porque procura fazer uma oposição de baixa intensidade cujo objetivo é desgastar o governo com os olhos nas eleições de 2022. Logicamente que na conta dessa oposição não está a possibilidade de que até lá os golpistas tenham destruído tanto o país que nem eleição poderá existir. Essa oposição é parcial pois não ataca o governo no conjunto de sua política de terra arrasada.
A política dessa oposição é parcial e inócua. Não traz resultados e, mais ainda, leva o movimento a colecionar derrotas. A direita golpista e o governo Bolsonaro protofascista não estão no poder para colocar em prática medidas parciais. A direita golpista e Bolsonaro querem acabar com o nosso país, querem destruir todos os direitos do povo. Contra isso, os movimentos sociais e populares e os trabalhadores só podem propor uma política que coloque no centro a luta pelo poder, que em primeiro lugar derrube o governo Bolsonaro. Para isso, é preciso uma mobilização permanente, não parcial nem a conta gotas. Uma mobilização que generalize a luta contra o governo e o regime protofascista. Essa generalização está sintetizada pela palavra de ordem de “Fora Bolsonaro”.

Devastação da Amazônia acelera com a conivência do governo Bolsonaro

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