segunda-feira, 26 de junho de 2017

Terceirizados da UFPE são pressionados a assinar demissão

Nota
Recebido em 26 de junho de 2017.
Por Coletivo Graúna.


O golpe já é conhecido. Rompe-se o contrato de uma empresa terceirizadora, a empresa alega falência e diz não poder arcar com as verbas rescisórias. Pressiona os trabalhadores a participarem de uma fraude e a assinarem um documento pedindo demissão. Com isso, livra-se de pagar a multa de 40% sobre o saldo do FGTS e o aviso prévio trabalhado ou indenizado. O trabalhador fica no dilema. Se a empresa demora a dar baixa na carteira, pode perder a chance de ser repassado para a próxima empresa. Se exige seus direitos, sofre a ameaça indireta de ficar “marcado”.
Este é o drama de cerca de 90 trabalhadores das portarias da UFPE vinculados à empresa Adserte, sediada em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ao entrar no seu local de estudo ou trabalho, já reparou que eles estão sem o fardamento? Percebeu que estão inquietos ante a possibilidade de perder seus direitos ou sua fonte de subsistência? Trabalhadores denunciam que desde dezembro o FGTS não é recolhido.
Não podemos ficar indiferentes. Os trabalhadores terceirizados recebem salários menores, sofrem mais acidentes de trabalho e amargam com a alta rotatividade. Este é o futuro que o governo Temer quer para todos os trabalhadores. Nossa luta é uma só: apoiar agora esses trabalhadores, ajudar a que mantenham seus direitos e seus empregos e marchar no dia 30 de junho para derrubar as reformas trabalhista, previdenciária e exigir a revogação da lei da terceirização.
Como comunidade universitária, devemos exigir um posicionamento da Reitoria. Não é admissível que violem abertamente os direitos desses trabalhadores que são parte da comunidade universitária.

Pagamento das verbas rescisórias, já!
Garantia de manutenção dos empregos!
Nenhum direito a menos!
Todos à Greve Geral!

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