segunda-feira, 9 de maio de 2016

Arruado do Engenho Velho e memórias quase contemporâneas

Poesia
Recebido em 12 de janeiro de 2016
Por Edelson Albuquerque, professor e militante social.

Raízes e vozes da resistência cultural da Várzea, Recife/PE

O trilho segue pela vida que pulsa;
Numa caminhada nada breve, curta;
Raízes na geometria do cristal de açúcar;
Fungos engordam e a história surta...

Episódios arruados em chão batido;
A luz refletida na ponta da lança,
O eixo da mola que projeta o sentido;
Está lubrificado nas mãos da criança...

O lampião afasta o juízo bruto;
A engrenagem do moinho ainda resiste;
O pilão concentra a semente e o fruto;
A urupemba resseca o medo que assiste...

A botija descoberta no pé da Tamarineira;
Enriquece as mãos de quem tem memórias;
Fortalece a presença e o retorno de ritos e mitos;
Constrói e reconstrói os caminhos em S e em T de trajetórias...

Nós arruademos, eu arruadeio, nesse e em outros tempos;
Contemporâneos dessa quase modernidade insana;
Desvelada nos pixels e nos piches;
Que nos oferecem a luz e a penumbra nos resíduos da cana...

2 comentários:

  1. O trilho segue pela vida que pulsa / O eixo da mola que projeta o sentido / O pilão concentra a semente e o fruto / Fortalece a presença e o retorno de ritos e mitos. Muito BOM! Muito BOM! Poeta Albuquerque.

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  2. muito agradecido pela leitura de nosso rascunho. um forte abraço! edelson.

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