quinta-feira, 5 de novembro de 2015

História & Luta de Classes abre chamada para n° 22, que terá dossiê sobre ‘Governos de Esquerda na América Latina’

Ensaio
05 de novembro de 2015
Por Gilberto Calil, editor da Revista História & Luta de Classes.

Número 20:
dossiê Exploração & Opressões

A Revista História & Luta de Classes, fruto do trabalho coletivo de seus associados, se encontra já com 20 números publicados mantendo rigorosa periodicidade semestral. A edição de número 20, com o dossiê Exploração e Opressões foi lançada recentemente e o número 21, com o dossiê Questão Urbana e Políticas Públicas, está em fase de preparação e será lançado em março de 2015, antecedendo ao dossiê Governos de Esquerda na América Latina, objeto desta chamada e que será lançado em setembro de 2016. O período para encaminhamento de proposições de artigos e resenhas é até 31 de março de 2016, de acordo com as Normas da revista abaixo indicadas. Este número será coordenado pelos professores Enrique Serra Padrós, Eurelino Coelho e Vicente Ribeiro. A revista também recebe, em fluxo contínuo, proposições de artigos e resenhas sobre temas livres, além da temática estabelecida no dossiê. Neste caso, a data de sua publicação se dará de acordo com o fluxo de artigos recebidos pela revista.
O dossiê Governos de Esquerda na América Latina reunirá textos dedicados à análise de experiências de governos construídos sob a direção política de partidos e organizações identificados publicamente como “de esquerda”. Trata-se de submeter a debate tais experiências, tanto contemporâneas quanto passadas, a partir de questões que o marxismo considera prioritárias, dentre as quais: como os governos operam com a luta de classes em diferentes conjunturas; como se inscrevem nos espaços políticos internacionais e como lidam com os mecanismos do imperialismo; como atuam perante as iniciativas do expansionismo dito “emergente” do capital no subcontinente; qual o significado de suas políticas para o aprofundamento organizativo e amadurecimento político das classes subalternas; como respondem à tensão entre as imposições da ordem do capital por sua reprodução perpétua e a exigência histórica de sua superação. Evidentemente, o debate inclui o próprio significado da designação “esquerda” e sua eficácia conceitual em face das questões suscitadas pela problematização marxista.

Normas para os autores da Revista História & Luta de Classes
A Revista História & Luta de Classes [historiaelutadeclasses@uol.com.br] nasce em tempos de domínio social da barbárie neoliberal e de hegemonia conservadora no pensamento acadêmico, com destaque para a área da História e das Ciências Sociais. Ela procura servir como ferramenta de intervenção de historiadores e produtores de conhecimento que se recusam a aderir e se opõem ativamente a essa dominação.
Os objetivos da revista História & Luta de Classes estão expressos na "Apresentação" do seu primeiro número (segue abaixo). Eles definem os marcos referenciais para os interessados em colaborar com a revista, bem como para propor sua integração ao coletivo da revista. A revista está aberta a propostas de colaborações, reservando-se o direito de exame dos textos enviados espontaneamente à redação. Sem exceção, todas as contribuições propostas serão submetidas à avaliação cega. A revista História & Luta de Classes dirige-se aos estudantes, pesquisadores e professores de História e Ciências Sociais, em especial, e ao grande público interessado em geral. Sem concessões de conteúdo, na forma e na linguagem, os autores procurarão que seus artigos possam alcançar o mais vasto público leitor.
Os artigos poderão ser enviados através de e-mail em arquivo anexado em formato Word para o endereço eletrônico historiaelutadeclasses@uol.com.br e não devem exceder os 45 mil caracteres, contando notas de rodapé e espaços em branco. Os originais deverão conter título, nome do autor e filiação institucional (universidade, escola, sindicato, etc.). Devem conter, ainda, resumo de 5 a 10 linhas e três palavras-chave. Deve constar também versão em língua inglesa do título, do resumo e das palavras-chave. O recebimento será confirmado por e-mail. Os textos enviados devem ser inéditos no Brasil, no tocante à publicação em periódicos ou coletâneas. Poderão ser aceitos, a critério do Conselho Editorial, artigos com versão preliminar publicada em Anais de evento científico. Resenhas, com um máximo de 16 mil caracteres, seguirão as mesmas regras e deverão ter um título específico, além da indicação da obra resenhada. Referências bibliográficas completas deverão constar em nota de rodapé (e não ao final do texto), obedecendo à seguinte formatação:
8.1. Livros: Nome Sobrenome. Título em itálico. Cidade: Editora, ano de publicação, página citada. Ex.: CAPITANI, Avelino Biden. A rebelião dos marinheiros. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1997. p.123.
8.2. Capítulo de livros: Sobrenome, nome. Título do capítulo. In: Sobrenome, nome (org.). Título do livro em itálico. Cidade: Editora, ano de publicação, página citada. Ex: BROUÉ, Pierre. O fim da Segunda Guerra e a contenção da revolução. In: COGGIOLA, Osvaldo (org.). Segunda Guerra Mundial: um balanço histórico. São Paulo: Xamã/FFLCH-USP, 1995. p.22.
8.3. Artigo de periódico: Sobrenome, Nome. Título do artigo. Nome da revista em itálico, v. (volume), n. (número), mês e ano de publicação, página citada. Ex.: BARRETO, Teresa Cristófani; GIANERA, Pablo; SAMOILOVICH, Daniel; Piñera, VIRGILIO. Cronologia. Revista USP, n. 45, out. 2000. p.149.

As citações de outros textos deverão estar em itálico e entre aspas duplas no corpo principal do texto e a referência bibliográfica correspondente deve ser colocada em nota de rodapé. Citações de mais de quatro linhas devem ser destacadas em espaço recuado, sem itálico. Não serão aceitos originais com referências no sistema autor-data.

Anexo
Apresentação do Número 1 da Revista História & Luta de Classes
Em tempos de domínio social da barbárie neoliberal e de hegemonia conservadora no pensamento acadêmico, com destaque para a área da História e das Ciências Sociais, a Revista História & Luta de Classes procura servir como ferramenta de intervenção daqueles historiadores e produtores de conhecimento que se recusam a aderir e se opõem a essa dominação. As diferentes manifestações dos conflitos sociais ao longo do tempo; a história social do mundo do trabalho; as propostas e processos revolucionários; os temas políticos e as contradições econômico-sociais atuais e passadas; a cultura vista por uma perspectiva materialista são alguns dos temas e áreas de estudo que serão abordados nos artigos publicados por Revista História & Luta de Classes.
Diante do atual predomínio das anódinas e pacificadoras histórias narrativas desprovidas, ao menos em forma explícita, de referenciais conceituais, Revista História & Luta de Classes pretende também servir de canal para reflexão teórica, particularmente para aquela orientada pelos ventos constantemente renovados do marxismo. Nesse sentido, um dos seus objetivos será a retomada do debate sobre os sistemas, formas e modos de produção conhecidos através da história, tema semi-abandonado após a vitória da contrarrevolução neoliberal de fim dos anos 1980, que proclamou prepotente o "fim da história" e o domínio atemporal do modo de produção capitalista.
Nosso público alvo privilegiado é o dos estudantes e dos professores de História, bombardeados constantemente, em suas salas de aula, nas bibliografias de cursos, nos manuais, revistas e textos historiográficos pelos arautos de uma História reduzida à narrativa do pitoresco e em geral reprodutora de uma história oficial, em que pitadas de culturalismo, de subjetivismo e episódios picantes formam uma receita valorizada no mercado cultural, mas descartável pelos critérios acadêmicos científicos rigorosos e pela irrelevância social de suas propostas.
Interessa-nos, igualmente, atingir outros universitários, não apenas dos diversos ramos das Ciências Sociais, que conosco compartilhem essa perspectiva crítica. Pretendemos, também, que a Revista História & Luta de Classes sirva de instrumento para os militantes engajados em movimentos e organizações comprometidas com a confrontação com o mundo do capital. A Revista História & Luta de Classes possuirá editoriais, dossiês, artigos de temas livres, resenhas, transcrição de documentos, entrevistas e notícias. Como em qualquer outro periódico científico, haverá procedimentos de análise dos artigos por pareceristas e de adequação às normas editoriais da revista.
Porém, tratando-se de periódico com compromissos políticos e sociais explícitos, os artigos devem se adequar à proposta político-editorial sintetizada nessa apresentação. Inicialmente, Revista História & Luta de Classes organizou- se em torno de um pequeno núcleo de historiadores e cientistas sociais que assumiram, transitoriamente, as funções de editores. A partir desse núcleo organizou-se grupo de membros fundadores sobre o qual repousa grande parte da responsabilidade dessa iniciativa, através da proposta de artigos, da formulação de pareceres, da divulgação e venda da revista, da gestão de seus rumos e organização.

[Nota complementar de atualização: atualmente a revista é constituída por um coletivo de 80 associados e conta com um Editor e uma Comissão Editorial integrada por nove membros, indicados em Assembleia Geral dos associados realizada a cada dois anos durante o Simpósio Nacional de História].

Gilberto Calil
Editor


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