segunda-feira, 15 de junho de 2015

Paratodos: pensando-sentindo com Raymond Williams

11 de junho de 2015
Ensaio
Por Betto della Santa, um Griôt contador de histórias.

Entre iguais, a vida deve-ser jogo; e não concorrência. Entre ímpares; é luta, e não negociação. Distinguir o primeiro momento do segundo, e dar a cada qual o tratamento equivalente, é a medida do êxito de nossas aventuras (e desventuras) neste quinhão de terra em efêmera existência. E não é fácil não.

Para isso uma escolha se impõe. Contra quem lutar como adverso/inimigo/opósito/antagonista? Com quem jogar como amigo/amor/compa/camará? Mas, oxalá fôsse a vida tão simples. Entre Eles há fatos e organizações que devem ser de Nós; e entre Nós existem sentimentos e emoções que pertencem a Eles.
 
Assim que também é preciso dar combate dentro das trincheiras, e parear, com o que há fora das fortalezas, se faz necessário. E, vez por outra, guerrear com Demônios de dentro e pelejar com Deuses de fora. Carregamos conosco, diria um velho comunista galês, sementes de vida-fraternidade e sementes de morte-terror. Semear, nessa caminha-dura, é o nosso Drão.

"Our measure of success lays on recognizing these kinds"
(Raymond Williams, Culture and Society, 1958/1961, p.242).

P.S.: Raymond Williams não era nem #zen nem #trotskista...

Para Raimundo Henrique Guilhermino, com afeto.

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