sexta-feira, 2 de maio de 2014

1º de Maio: dia de resgate da memória e preparação das lutas na Copa

Ensaio
01 de maio de 2014
Por Movimento Síntese Socialista

No dia 1º de Maio do ano de 1886, iniciou-se uma jornada de lutas dos trabalhadores nas ruas e fábricas da cidade de Chicago nos Estados Unidos. Tal jornada tinha a finalidade de reivindicar direitos diante das condições desumanas de exploração e humilhação nas quais viviam os trabalhadores. Por exemplo, eles tinham que trabalhar de 13 a 16 horas por dia. Assim, a principal reivindicação da época era a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias, o que gerou adesão de milhares de pessoas. No mesmo dia, teve início uma grande greve geral nos EUA. Nos dias seguintes, a polícia abriu fogo contra os manifestantes, ferindo dezenas e matando vários trabalhadores.
Três anos mais tarde, no dia 20 de junho de 1889, a Segunda Internacional, organização socialista internacional dos trabalhadores, decidiu por convocar anualmente manifestações pelas 8 horas de trabalho diário.
O governo do imperialismo norte-americano até hoje se nega a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, mas em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses fez com que o Congresso daquele país aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida para 8 horas diárias.
Nos dias de hoje, após 128 anos das jornadas de Chicago, os direitos trabalhistas na maioria dos países, conquistados durante o século XX às custas de muitas lutas e vidas de trabalhadores e trabalhadoras estão sendo retirados devido à crise estrutural do sistema do capital, a exemplo da Europa onde o Estado Social vem sendo destruído pela Troika da União Europeia.
No Brasil, não tem sido diferente. As reformas da previdência realizadas por FHC e Lula bem como a manutenção do fator previdenciário; a jornada de 44 horas semanais (que se incluídas as horas da imobilidade urbana, chegam a pelo menos 64 horas); a reestruturação produtiva e gerencial; o produtivismo no serviço público além das terceirizações e privatizações; o aumento do custo de vida e da inflação, realizados e mantidos também pelo governo Dilma, mesmo diante da valorização do salário mínimo; revelam que o capital e seus representantes no Congresso e no Governo continuam a impor altas taxas de superexploração do trabalho.
Os gastos exorbitantes de mais de 30 bilhões de reais com a realização da Copa, em detrimento dos investimentos em saúde, educação e transportes denunciam o verdadeiro caráter do Governo Dilma. Por isso, uma das principais tarefas dos movimentos sociais e da esquerda para os próximos dois meses é preparar as jornadas de lutas no período da Copa para exigir padrão FIFA para os serviços públicos! Outra tarefa igualmente importante é lutar para que as esquerdas socialistas construam uma Frente Social e Política, que possa utilizar uma coligação do PSOL, PSTU e PCB para se contraporem ao governo e à oposição burguesa do PSDB e PSB.
•   Não à criminalização dos movimentos sociais;
•   Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais;
•   Reforma agrária popular;
•   Defesa do SUS, 10% do PIB para educação e 10% para saúde;
•   Desmilitarização das PMs;
•   Padrão FIFA para o serviço público, democratização da gestão pública e o fim das privatizações e terceirizações;
•   Contra a divisão das esquerdas socialistas, construir Frentes de Esquerda Nacional e Estaduais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Adicione seu comentário.