quinta-feira, 20 de março de 2014

Nota sobre a luta dos professores em Pernambuco

Ensaio
19 de março de 2014
Por Albenia Silva, professora da rede pública estadual de ensino de Pernambuco e integrante da Oposição Alternativa Sintepe.

Em manifestação recente realizada pelos trabalhadores em educação em PE, alunos da rede pública exibiam cartazes denunciando a precariedade das escolas e o vergonhoso reajuste dado aos professores. Em um deles, lia-se: meu professor vale mais que 8,32%! Ao anunciar o ínfimo percentual de reajuste, rebaixado e ditado arbitrariamente pelo MEC, o governo Eduardo Campos o fez como se tivesse concedendo um grande benefício aos trabalhadores.
É sabido que piso é o valor mais baixo pago a uma categoria e que nada impede aos governos de reajustar seus profissionais de forma justa e decente. Pernambuco, além de pagar o salário mais baixo do Brasil a seu professor, ainda não paga o Piso, uma vez que para compor o valor do mesmo em 2010 o governo anexou a gratificação do magistério ao vencimento base da categoria, algo proibido pela lei do piso (11.738/2008).
Vale salientar que a luta dos trabalhadores em educação não é apenas pela questão salarial. Condições dignas de trabalho, escolas equipadas com estrutura e material didático que atenda às necessidades de alunos e professores, redução da carga horária, diminuição do número de alunos por turmas, desburocratização do ensino, estruturação do Plano de Cargos e Carreiras entre outros compõem as reivindicações da categoria.