domingo, 12 de novembro de 2017

Olavo de Carvalho chega à UFPE e traz bolsonaristas e carecas de direita

Ensaio
7 de novembro de 2017
Por Coletivo Transição, agrupamento de ativistas.



Pelo menos desde 2013 com as jornadas de junho, percebemos de modo mais visível a presença de grupos organizados de direita e extrema direita em ação nas ruas. A cor vermelha foi identificada com corrupção, falsidade ideológica, captura privada do público e manipulação das vontades, e vários militantes de esquerda em geral, petistas ou não, foram expulsos de manifestações sociais massivas. Os direitistas, militaristas, neoconservadores e neofascistas perderam a vergonha e passaram a defender abertamente suas pautas fortemente conservadoras nos costumes e, para uma grande parte deles, ultraliberais na política socioeconômica. O MBL – Movimento Brasil Livre – e o movimento Vem pra rua! surgem neste contexto. Grupos de ataque de direita, como o Carecas do Brasil ou de supremacistas (racistas) brancos, reorganizam-se.

sábado, 11 de novembro de 2017

Angicos é berço da revolução educacional, contra tudo e contra todos!

Ensaio
Recebido em 6 de novembro de 2017
Por Modesto Neto, poeta e louco.



Em Angicos (RN), o vereador Tiago Braga (PMDB) e a ex-presidenta do Legislativo Nataly Felipe (PSDB) foram as duas figuras que polemizaram contra o educador Paulo Freire e o avanço das políticas educacionais que visam combater o racismo e outras opressões aos estudantes no projeto de lei que criava o Plano Municipal de Educação (PME) no final da gestão do ex-prefeito Júnior Batista (DEM) em outubro de 2015.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

As esquerdas e a “credulidade servil no Estado”

Ensaio
Recebido em 06 de novembro de 2017.
Por Sílvia Beatriz Adoue e Maria Orlanda Pinassi, professoras da FCL/Unesp-Araraquara e da ENFF – Escola Nacional Florestan Fernandes.



A contrarrevolução brasileira, em sintonia com a contrarrevolução mundial, ou a crise estrutural do sistema de reprodução social do capital, se orienta para reger a mais profunda ofensiva de sua história. O país já sente fortemente os impactos sociais decorrentes de todos os ataques que, há pelo menos três anos sofre diariamente, mas pelo andar da carruagem a coisa não chegou nem perto das suas consequências mais arrasadoras. A verdadeira dimensão disso tudo só teremos quando todas as contrarreformas exigidas pelo empresariado transnacionalizado forem plenamente praticadas no país.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Lenin, a revolução russa e os dilemas da transição

Artigo
Recebido em 25 de outubro de 2017, por conta dos 100 anos da Revolução de Outubro na Rússia.
Por Mauricio Gonçalves, doutor em Ciências Sociais pela Unesp Araraquara/SP.

Parte 1 de 3 do artigo intitulado Mészáros e a transição para além do capital, publicado na coletânea Mészáros e a crítica da experiência soviéticaorganizada pela professora Maria Cristina Paniago (Instituto Lukács: Maceió, 2017). Com ligeiras modificações, principalmente ortográficas.

Lenin discursa para multidão de trabalhadores em Petrogrado em 1920

O subtítulo do mais importante estudo do filósofo húngaro István Mészáros, Beyond capital (1995) Para além do capital (2002) , tem como complemento a necessidade de uma teorização sobre a transição: “rumo a uma teoria da transição”. Isso decorre de alguns motivos interligados: (a) uma teoria da transição apenas tem sentido em conexão com uma análise da economia política do capital em um dado momento de seu evolver, e se subordina a tal análise; (b) como é em Beyond capital que aparece de modo mais desenvolvido a sua elaboração sobre a entrada em uma época de crise estrutural do capital, uma teoria da transição torna-se vitalmente necessária e urgente para os destinos da humanidade, que cada vez mais é colocada entre as alternativas de socialismo ou barbárie [*]; (c) a elaboração de uma teoria da transição torna-se agora cada vez mais possível, dado o fato da própria evolução do sistema sociometabólico do capital ter adentrado em uma trajetória histórica declinante, ou de atingimento de seus limites absolutos, com a perda de suas capacidades civilizatórias; (d) como complemento e esclarecimento de suas ideias, o automovimento contraditório que o levou a ativar seus limites absolutos exige uma teoria da transição pois, evidentemente, e diferente de conclusões fatalistas passadas acerca da dinâmica histórica do sistema do capital – sobre o fim automático ou internamente dado do sistema, presente em diferentes contextos do século 20, durante a Segunda ou Terceira Internacionais –, é apenas a intervenção ativa de homens e mulheres, especificamente das forças sociais ligadas ao trabalho, que pode colocar a humanidade em um trânsito civilizatório para além do domínio totalizante do capital, e; (e) o “rumo a uma teoria da transição” que dá continuação ao título, coloca a ideia de trabalho a ser feito, que precisa ser coletivamente produzido, ainda que a partir dos lineamentos expressos em Beyond capital.

domingo, 22 de outubro de 2017

História da guerra civil russa (1917-1922), do historiador francês Jean-Jacques Marie

Nota de leitura
Recebido em 19 de outubro de 2017.
Por Jefferson Gustavo Lopes, mestrando em História pela UFCG.

Livro de Jean-Jacques Marie

A propósito do centenário da revolução socialista que mudou o mundo, diversos livros então sendo lançados no Brasil. Tanto sobre a história da revolução russa em si como biografias acerca das lideranças revolucionárias, sobretudo, Trotski, Lênin e Stálin, este último uma personagem histórica que o autor que escreve estas breves linhas não reivindica. Temos a obrigação moral de desfazer algumas mentiras. Sendo assim, a maioria das publicações são de caráter anticomunista, reafirmando aquelas teses já desenvolvidas pela sovietologia norte-americana dos anos 50 e 60, que tinha em Richard Pipes seu maior representante. Pipes desenvolveu “teses” que não tinham nenhuma preocupação com a verdade histórica, mas eram mera propaganda anticomunista que tiveram e tem a função não apenas de difamar o regime socialista soviético (não vou me ater sobre o caráter do Estado soviético, pois não é o objetivo deste texto), como também a todos os subalternos e seus órgãos de classe, que enxergavam 1917 como um marco concreto na luta contra a exploração da sociabilidade do capital.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Sobre o ponto eletrônico na UFPE

Nota
Recebida em 16 de outubro de 2017.
Por Coletivo Graúna.



Nos últimos dias, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou proposta que põe fim à estabilidade no serviço público. Sob a pretensa defesa da “eficiência”, o projeto prevê a demissão de servidores públicos com “desempenho insuficiente”. Sabemos bem que longe de garantir melhoria na qualidade no atendimento à população, tal medida será usada para atacar a autonomia do servidor público frente a chefia do momento, comprometendo o princípio da impessoalidade no serviço público. Por outro lado, isso certamente não terá nenhum efeito contra o “mau servidor”, aquele que não vê problemas em participar de “esquemas” irregulares, ou que vive apenas a bajular seus superiores.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Faces “não tão ocultas” do capitalismo

Ensaio
Recebido em 29 de setembro de 2017.
Por Leal de Campos, militante socialista, ex-preso político e economista.



Uma das coisas que alimenta o nacionalismo é a ilusão de que tudo que é público pertence ao povo. Ora, todas as riquezas de um país tem mais de um dono, que são os patrões e os seus prepostos, enfim, os capitalistas, e estes segmentos formam a classe dominante. Entretanto, o próprio povo não tem nada a não ser exclusão, pobreza e miséria.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Ernesto Che Guevara. Um Homem do futuro.

Ensaio
Recebido em 7 de outubro de 2017.
Por Anisio Pires, cientista social pela UFRGS.

Soube dizer o músico venezuelano Ali Primera, na música que lhe dedicou:

Comandante Che te mataram,
Mas em nós deixaram
Para sempre tua memória
Gravada em moldes de glória”.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A face oculta da crise brasileira

Ensaio
Recebido em 18 de setembro de 2017.
Por Ivonaldo Leite, professor da UFPB – Universidade Federal da Paraíba.

A construtora transnacional Odebrecht

A longa crise política brasileira tem proporcionado oportunidades para se analisar e tirar ilações dos mais diversos aspectos políticos, econômicos e sociais. Do caráter oligárquico do capitalismo brasileiro aos equívocos do PT, do atraso mental do establishment nacional às asneiras repisadas com ar de sapiência por parvos, da indigência teórica de determinados “intelectuais” à falta de projetos da esquerda, da manipulação da grande imprensa à politização do judiciário, de tolices à ascensão de manifestações fascistas, da pequena e da grande corrupção à desfaçatez dos corruptos. De tudo vai-se tendo um pouco.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sobre a proposta de uma hermenêutica aplicada aos estudos históricos (2)

Ensaio
Recebido em 12 de setembro de 2017.
Por Michel Zaidan Filho, professor titular de História da UFPE.

Walter Benjamin, filósofo e crítico literário.

2.
Estamos falando sobre um projeto de ensino e estudo de História intitulado “Mimese e História”, desenvolvidas no Departamento de História (UFPE) que gerou vários produtos: livros, vídeos, grupo de teatro e projetos de pesquisa. Foi também originalmente um das linhas de pesquisa do atual programa de Pós-graduação em História, depois extinta.