quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sobre a proposta de uma hermenêutica aplicada aos estudos históricos (2)

Ensaio
Recebido em 12 de setembro de 2017.
Por Michel Zaidan Filho, professor titular de História da UFPE.

Walter Benjamin, filósofo e crítico literário.

2.
Estamos falando sobre um projeto de ensino e estudo de História intitulado “Mimese e História”, desenvolvidas no Departamento de História (UFPE) que gerou vários produtos: livros, vídeos, grupo de teatro e projetos de pesquisa. Foi também originalmente um das linhas de pesquisa do atual programa de Pós-graduação em História, depois extinta.

domingo, 17 de setembro de 2017

Contra os golpes permanentes, construir uma alternativa das forças de esquerda pós-lulistas!

Ensaio
Recebido em 12 de setembro de 2017.
Por Coletivo Nova Práxis, Coletivo Transição e Grupo de Ação Socialista (GAS).

Quadrilhas no poder: R$ 51 milhões em propinas e recompensas dos corruptores

A crise estrutural do sistema do capital, recentemente aprofundada em 2008, e como seria de esperar, segue seu rumo sem qualquer perspectiva duradoura de superação. No curso desse processo, os dirigentes e ideólogos das classes dominantes impõem novamente a ofensiva neoliberal por meio de duros pacotes de ajustes e contrarreformas sem precedentes como mecanismos de saída da crise e de garantia do retorno da rentabilidade para o grande capital. Para materializar tal ofensiva, os representantes do capital apropriam-se do controle do aparelho do Estado e se empenham para adequá-lo às necessidades desumanizadoras do sistema.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sobre a proposta de uma hermenêutica aplicada aos estudos históricos (1)

Ensaio
Recebido em 12 de setembro de 2017.
Por Michel Zaidan Filho, professor titular do Centro de Filosofia e Ciências Humanas/UFPE.

Wilhelm Dilthey (1833-1911).

"No Brasil, a recepção da obra de Walter Benjamin refez a conhecida tríade hermenêutica: ao invés de compreender, interpretar e aplicar, aqui seria: ler, aplicar e compreender" (Pressley).

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Pedagogia da robótica

Conto
Recebido em 2 de setembro de 2017.
Por Gutemberg Miranda, professor de Filosofia da UFAL.



Quem cria um robô não deixa de ser também um robô. A produção em série de máquinas exige não apenas operários qualificados para operar mecanicamente tais invenções, mas mentes que se habituaram a “pensar” como se fossem robôs. Foi pensando nisso que um grupo de trabalho resolveu criar um centro de pesquisas para aqueles indivíduos que se identificam tanto com as máquinas que chegam a se autorreconhecer como robôs. Existem indivíduos que sonham com uma humanidade robotizada, com a simplificação da vida informatizada, com o pragmatismo. A instrumentalização de tudo cria uma nova subjetividade que encara a vida não apenas como um negócio, mas como um mero instrumento manipulável e descartável ao mesmo tempo, bastante semelhante ao cotidiano dos robôs. Invejar os robôs se tornou uma doença coletiva, uma moda típica de nossa época que sente nojo do humano e não se conforma com a “inferioridade” dos homens em relação aos robôs.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Argumentos mentirosos para privatizar a Eletrobras

Ensaio
Recebido em 25 de agosto de 2017.
Por Heitor Scalambrini Costa, professor aposentado da UFPE.

Sede da estatal no Rio de Janeiro

A palavra privatizar é definida como “realizar a aquisição ou incorporação de (empresa do setor público) por empresa privada” e/ou “colocar sob o controle de empresa particular a gestão de (bem público)”. Foi anunciado recentemente pelo atual governo golpista (sem voto, sem credibilidade popular) a aceleração do processo de depredação e entrega do patrimônio público com um amplo programa de privatizações que pretende transferir áreas de mineração e exploração de petróleo e gás (incluindo o pré-sal), usinas e empresas de energia, portos, ferrovias e outros. O que teria então demais que uma empresa pública (de todos) fosse adquirida por uma empresa privada (de alguns)?

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Escola de partidos, sem partido ou de partido único?

Ensaio
Recebido em 22 de agosto de 2017.
Por Michel Zaidan Filho, professor titular do Centro de Filosofia e Ciências Humanas/UFPE.



Acabamos de realizar na semana que passou (14-18/agosto de 2017) um grande seminário sobre O Centenário da Revolução Russa (vide o balanço dessa extraordinária experiência histórica nos portais Astrojildo Pereira e Maurício Grabois). Foi um evento que contou com a participação de inúmeros estudiosos e pesquisadores das ideias políticas oriundos de várias universidades da região (UFRN, UFPB, UFAL, UFGC, UFPE e UFRPE). Discutiu-se de uma perspectiva crítica os desdobramentos e desvios daquela grande revolução, com as ideias inspiradoras do movimento. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a atitude de um grupo de jovens libertários (anarco-punks) que, de maneira muito enfática e agressiva, acusava a mesa de “doutrinação ideológica” pelo simples fato de discutir a ocorrência da revolução e as ideias que ajudaram a fazê-la. Na mesa havia defensores dos anarquistas e críticos da repressão ao movimento anarquista na Rússia.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Por uma Frente de Esquerda Socialista no Brasil! (3): Partido

Tese
Recebida em 10 de agosto de 2017.
Por Coletivo Transição, agrupamento de ativistas.




Esta tese é fruto do esforço nacional de coletivos militantes (LSR, NOS, Comunismo e Liberdade, Nova Práxis-RN, GAS-RN, Transição-PE, Comuna, Subverta, FOS, M-LPS, Socialismo ou Barbárie, Avança PSOL-RN) e filiados independentes do PSOL.

Por um partido classista, anticapitalista, socialista, antirracista, antiLGBTfóbico, feminista, ecológico!
36. O PSOL representou, em seus treze primeiros anos, uma conquista importante, tanto por sua crítica às políticas de conciliação de classes do PT e de seus aliados, quanto por ter unificado militantes de distintas origens na busca de construir uma esquerda capaz de atualizar o projeto socialista numa perspectiva ecossocialista, feminista, antirracista, antiLGBTfóbica e antiproibicionista.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Por uma Frente de Esquerda Socialista no Brasil! (2): Estratégia

Tese
Recebida em 10 de agosto de 2017.
Por Coletivo Transição, agrupamento de ativistas.




Esta tese é fruto do esforço nacional de coletivos militantes (LSR, NOS, Comunismo e Liberdade, Nova Práxis-RN, GAS-RN, Transição-PE, Comuna, Subverta, FOS, M-LPS, Socialismo ou Barbárie, Avança PSOL-RN) e filiados independentes do PSOL.

Elementos para uma estratégia socialista
21. O Programa Democrático Popular de 1987, uma das formulações mais à esquerda alcançadas pelo PT, tinha limitações importantes. Definia uma busca de “acumulação de forças” que não levava em conta a necessidade de evitar a absorção do partido e dos movimentos sociais pelos aparatos do Estado burguês e de superá-lo. De fato, o que resultou desta lacuna foi uma estratégia que priorizou a ocupação institucional (parlamentar e de executivos) do Estado. A partir dos anos 90, o PT foi retirando de suas formulações os aspectos mais radicais e, quando chegou ao governo federal, aceitou explicitamente subordinar-se à ordem neoliberal. Nem sequer retomou o velho desenvolvimentismo burguês. Quando promoveu alguma melhora nas condições de vida dos trabalhadores (via elevação do salário-mínimo) e dos setores mais pauperizados (por meio de políticas sociais focalizadas e seletivas, e não da ampliação de direitos sociais), foi porque pôde fazê-lo sem entrar em conflito com as classes dominantes.

sábado, 12 de agosto de 2017

Por uma Frente de Esquerda Socialista no Brasil! (1): Internacional e Nacional

Tese
Recebida em 10 de agosto de 2017.
Por Coletivo Transição, agrupamento de ativistas.



Esta tese é fruto do esforço nacional de coletivos militantes (LSR, NOS, Comunismo e Liberdade, Nova Práxis-RN, GAS-RN, Transição-PE, Comuna, Subverta, FOS, M-LPS, Socialismo ou Barbárie, Avança PSOL-RN) e filiados independentes do PSOL.

1. O PSOL é, ao mesmo tempo, resultado e instrumento de uma necessária reorganização da esquerda brasileira, tornada premente após a experiência dos governos do PT.

2. Chegamos ao VI Congresso Nacional com muitos desafios. Necessitamos de uma nova estratégia capaz de conduzir a luta da classe trabalhadora à ruptura com o capitalismo e seu sistema político apodrecido no Brasil. Esta estratégia deve partir da unidade tática de todxs exploradxs e oprimidxs do país em torno de bandeiras comuns para, no interior deste movimento amplo, construir uma frente com trabalhadorxs, povos indígenas e comunidades tradicionais para lutar numa perspectiva ecossocialista, com independência política e sem ilusão de que seja possível qualquer unidade com o capital. Uma frente da esquerda socialista.

3. Ela deverá ser formada pela unidade dos partidos que fizeram oposição pela esquerda aos governos do PT, dos movimentos sociais combativos e das organizações políticas e militantes que se colocam nesta perspectiva. Tal frente poderá ser a base para uma alternativa capaz de apontar para o futuro e de retomar a luta pelo socialismo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

PMDB e PSDB: o banditismo parlamentar

Ensaio
Recebido em 03 de agosto de 2017.
Por Modesto Neto, professor, historiador, mestre em Ciências Sociais pela UFRN e ex-candidato a Prefeito de Angicos (RN) pelo PSOL nas Eleições de 2016.

O condenado Paulo Maluf (PP-SP) cercado por colegas deputados.

O impopular Michel Temer entrou oficialmente para a história da república brasileira como o primeiro presidente a ser denunciado por corrupção passiva no exercício do mandato [1]. O atual momento político brasileiro é sui generis (do latim: único de seu gênero). Desde Deodoro da Fonseca que tornou-se o primeiro presidente do país ainda no final do século XIX, nunca um chefe de Estado esteve envolto em tantas investigações e escândalos de corrupção.